es
20260701102510_img2.jpg 20260701102510_img3.jpg 20260701102510_img4.jpg 20260701102510_img5.jpg 20260701102510_img6.jpg
20260701102510_img07.jpg 20260701102510_img08.jpg 20260701102510_img9.jpg 20260701102510_img10.jpg 20260701102510_img1-c-pia.jpg

CVL024

Corredor Verde do Rio Leça

Emplazamiento: Município de Matosinhos - Matosinhos, Sta Cruz do Bispo, Leça do Balio, S. Mamede Infesta - Portugal

Fecha de finalización:31-01-2024

Tipo de obra: Relación con la vegetación

DATOS DEL EQUIPO

Autor/es: arquiteta paisagista - Laura Roldão Costa

Promotor/es, cliente/es: Município de Matosinhos

Equipos técnicos: Coordenação e Arq. Paisagista: LR | Arquitectura Paisagista Movimentos de terra e Hidraúlica: Iperforma Engenharia de estruturas: CCAD | Iperforma Infraestruturas elétricas: Auditene Engenharia Natural: Engenho e Rio Fiscalização: Câmara Municipal de Matosinhos, Câmara Municipal da Maia and Iperforma - Gaspar Freitas

Empresa constructora: Tecnifeira – Engenharia e Construção, SA

Créditos fotográficos: Laurão Roldão Costa

ARCHIVOS

Panel de la propuesta: Descarga el panel (pdf)

MEMORIA

O Corredor Verde do Rio Leça localiza-se na Área Metropolitana do Porto. O rio e as suas margens refletem um longo período de degradação ambiental e paisagística, atravessando quatro municípios numa extensão de 48 km. Estão construídas a primeira e segunda fases de intervenção em cerca de 12km nas margens do município de Matosinhos. As fases executadas permitiram criar aproximadamente 22 hectares de espaço público linear acessível, promovendo simultaneamente a regeneração ambiental, a criação de um corredor de mobilidade pedonal e ciclável e a promoção da vegetação ripícola autóctone. O Vale do Rio Leça apresenta vestígios de ocupação humana desde o período Paleolítico, correspondendo a uma paisagem antrópica com uma distribuição característica de urban sprawl, onde coexistem áreas residenciais, industriais, agrícolas e florestais, juntamente com grandes infraestruturas rodoviárias e ferroviárias. Encontra-se profundamente alterado e pela atividade humana, mas integra também diversos elementos de valor cultural e patrimonial a preservar, por serem representativos da ação humana na paisagem. Encara-se esta intervenção como o início de um processo baseado em soluções regenerativas e estratégicas baseadas na natureza para adaptação climática, visando minimizar as necessidades de manutenção e aumentar a resiliência, evidenciado pela sua capacidade de resistência a vários eventos de cheia desde a sua construção. A ligação, preservação e recuperação de elementos fundamentais como a água, o ar, o solo e a biodiversidade são asseguradas através da renaturalização das margens do rio e promoção das galerias ripícolas. Ao longo do curso de água são plantadas espécies autóctones pioneiras para prevenir a erosão do solo, particularmente em períodos de cheia. A vegetação estabelece ligações com parques urbanos, áreas agrícolas e espaços florestais, elementos-chave na promoção da biodiversidade. Algumas das espécies utilizadas contribuem para a fitorremediação, melhorando a qualidade da água. A obra proporciona uma experiência coesa e enriquecedora tanto para residentes como para visitantes, integrando de forma harmoniosa natureza, cultura e história. Estabelece uma área de parque significativa ao longo de vários municípios, oferecendo amplas oportunidades de recreio e promovendo a ligação entre a natureza e as comunidades, ao conectar a serra ao mar e ao reabilitar áreas degradadas. Desde a inauguração, muitas pessoas têm utilizado este percurso nas suas deslocações diárias, seja entre casa e trabalho ou entre casa e escola. Adicionalmente, os trabalhadores aproveitam os seus períodos de pausa para realizar caminhadas com colegas, promovendo o bem-estar no local de trabalho. Aos fins de semana, é comum a prática de atividades desportivas, passeios, convívios e piqueniques ao longo do corredor. Paralelamente, têm sido desenvolvidas ações de voluntariado, nomeadamente de limpeza das margens do rio, plantação de árvores e identificação de animais. As escolas e universidades organizam visitas, sendo também frequentes as visitas temáticas abertas à população. O projeto visa ainda incentivar o recreio e a educação ambiental, integrando diferentes usos do solo e proporcionando oportunidades para a observação da fauna, flora e dinâmicas sazonais da natureza, assim como atividades agrícolas e florestais, experienciando ambientes diversificados.

<