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CDF442
Território-parque
Emplazamiento: Córrego do Feijão, Brumadinho - MG - Brasil
Fecha de finalización:01-07-2024
Tipo de obra: Comunidad
DATOS DEL EQUIPO
Autor/es: Fernando Maculan e Mariza Machado Coelho (MACh Arquitetos) e Edgar Mazo e Sebastian Mejía (Connatural y Paisaje)
Promotor/es, cliente/es: Vale S.A.
Equipos técnicos: - Coordenação Geral de projetos: Luciana Czechmeister (MACh Arquitetos) MACh Arquitetos - Diretores: Fernando Maculan Mariza Machado Luciana Czechmeister Rafael Yanni - Equipe de arquitetura: Anna Lobato Cássio Lopes Giovanna Camisassa João Pedro Pujoni Lígia Baracho Luiza Salomé Maria Soalheiro Marina Vilela Ricardo Lobato - Estagiários: Ana Urbano Iara Paraizo - Colaboradores: Amanda Castilho Marcos Franchini Mateus Castilho Natália Bom Conselho Connatural Arquitectura y Paisaje - Diretores: Edgar Mazo Sebastián Mejía - Equipe de arquitetura: Daniela Suárez Erica Martínez Juan Manuel Bernal Milena Ruiz Natalia Villada Paula Palacio Santiago Hurtado Santiago Restrepo - Estagiários: Susana Franco Julián Giraldo Paisagismo: Felipe Fontes Arquiteto Paisagismo Ltda Iluminação: Atiaîa Lighting Design Saneamento e Sustentabilidade: Inovativo Soluções Sustentáveis Design Gráfico: Hardy Design Restauração: Lire Arquitetura e Restauração Gestão de projetos: Facury Gestão de Processos - Diretor Jorge Facury - Arquiteta Carolina Almeida Colaboração: Instituto Kairós Fotografia: Leonardo Finotti
Empresa constructora:
Créditos fotográficos: Leonardo Finotti
ARCHIVOS
Panel de la propuesta: Descarga el panel (pdf)
MEMORIA
O Projeto Território-Parque parte do enorme desafio de reestabelecer e criar condições urbanas, arquitetônicas e paisagísticas para que a comunidade de Córrego do Feijão tenha condições de permanência e reconexão ao lugar de sua origem e história. A comunidade está localizada em área rural do município brasileiro de Brumadinho e foi a principal impactada pelo rompimento da barragem de mesmo nome, em janeiro de 2019. A expressão Território-Parque anuncia o propósito de articular o espaço urbano à paisagem em que está inserido, de modo a fortalecer a relação das pessoas com a natureza. A estratégia de projeto se orienta por um vínculo socioambiental presente em cada solução adotada, com origem na valorização da água como elemento central para a vida neste território. A presença de água é constante e com múltiplas contribuições nas diferentes áreas de intervenção: irrigar culturas e jardins, melhorar a qualidade do solo e do ar, promover espaços de lazer e recreação e integrar conjuntos paisagísticos e simbólicos. A universalização do saneamento básico é o passo inicial para a busca de alternativas de abastecimento de água, com soluções ambientalmente eficientes e de baixo custo de implantação e operação, como as nascentes construídas e os jardins filtrantes, considerando atributos locais de topografia e valores paisagísticos. As propostas buscam atender aos valores, às expectativas e aos propósitos da comunidade, cuja escuta se deu a partir de uma série de encontros promovidos pelo Instituto Kairós, que conduziu a integração socioambiental das ações planejadas. O projeto contou ainda com a reflexão de uma equipe formada por profissionais de arquitetura, urbanismo, sustentabilidade ambiental, biologia, saneamento, paisagismo, design, iluminação, comunicação e diversas especialidades da engenharia. O projeto é composto por quatro grandes áreas contíguas e integradas, cuja construção se inicia em 2021. A Área Central, que submetemos à Bienal de São Paulo, foi entregue à comunidade em etapas, a partir de 2023 até sua conclusão completa em meados de 2024, e as demais áreas encontram-se em finalização de projeto ou em execução. A Área Central, a Praça 25 de Janeiro foi redesenhada a partir do bosque de ocupação espontânea já existente, com jardins de espécies medicinais e ornamentais características da região e presentes nos jardins à frente das casas da comunidade. O Mercado Central Ipê-amarelo ocupa a casa de adobe existente, restaurada no âmbito do projeto, e abriga espaços de alimentação e exposição de produtos geridos pelos próprios moradores. O Centro de Cultura e Artesanato Laudelina Marcondes, cuja cobertura se configura como terraço nivelado com a praça, abriga espaços de apoio a atividades culturais, oficinas, biblioteca comunitária e a sede da Associação Comunitária, tornando-se extensão natural do espaço público. A autogestão dos espaços pelos moradores, a valorização de saberes e materiais locais e a construção de novas formas de apropriação coletiva do espaço configuram o núcleo desta proposta, que demonstra como a arquitetura, quando orientada pela escuta e pelo vínculo socioambiental, pode mediar o restabelecimento de vínculos de uma comunidade com seu território.









